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Evento reúne produtores e técnicos para discutir Indicação Geográfica da farinha de Cruzeiro do Sul e açaí de Feijó

O objetivo é fortalecer o protagonismo dos atores e da cadeia produtiva de alimentos regionais com a Indicação Geográfica (IG) e com potencial de registro de origem
Por Anna Souza
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Com o objetivo de fortalecer o protagonismo dos atores e da cadeia produtiva de alimentos regionais com a Indicação Geográfica (IG) e com potencial de registro de origem, como a farinha de mandioca e o açaí, foi realizado nesta quinta-feira (19), o workshop “Indicações Geográficas do Acre”, uma iniciativa do Sebrae no Acre e da Embrapa/AC, em parceria com instituições ligadas à agropecuária e agroindústrias do estado.

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae no Acre, Francinei Santos, destaca a valorização da farinha de Cruzeiro do Sul, que foi o primeiro produto derivado da mandioca a obter a Indicação Geográfica no Brasil, em 2017. “Quando fazemos o trabalho de identidade regional, valorizando os produtos do nosso estado, a gente encontra na Indicação Geográfica um ponto de agregação de valor a um produto tão conhecido e tão valorizado nacionalmente. Esse processo de inovação e tecnologia que é feito com o Sebrae, e parceiros, faz com que os produtores rurais tenham o produto na prateleira e muito bem reconhecido nacionalmente”, disse.

Produtores rurais, gestores e técnicos das instituições parceiras puderam se reunir para conhecer e debater o processo de reestruturação da Indicação Geográfica de Cruzeiro do Sul e as ações de organização para concessão da Indicação Geográfica de Feijó para o açaí. “Há algum tempo manifestamos o interesse de ter esse reconhecimento para nossa região, pela fama do nosso açaí. Há dois anos recebemos carta branca para que fosse iniciado o processo da IG do açaí de Feijó, durante esse período a gente vem trabalhando e a expectativa é muito grande para que o registro chegue em nossas mãos, que nosso produto chegue a ser reconhecido nacionalmente e internacionalmente”, contou a produtora e empresária Júlia Graciela.

“É importante construirmos fóruns de debate com foco nos produtos tradicionais da nossa região para fortalecer o agronegócio acreano. A exemplo da farinha, temos diversos outros produtos do Estado que podem ter esse mesmo destaque e valorização dentro de um território. Com isso, podemos contribuir com o desenvolvimento regional associado a conhecimentos tradicionais”, explicou Virgínia Álvares, pesquisadora da Embrapa Acre.

A programação contou com diversas palestras de especialistas com abordagens de temas como importância, proteção, rastreabilidade e efetividade da Indicação Geográfica. Ao final do evento, aconteceu a 1ª Mostra de Produtos com Indicação Geográfica da Região Norte. O público participante conheceu e degustou pratos típicos com farinha de mandioca e açaí produzidos por chefs convidados, como o sushi com farinha de mandioca e pirarucu, o molho barbecue de açaí, e o pirão de açaí.

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