
Transformar a biodiversidade, os saberes tradicionais e a identidade amazônica em produtos e oportunidades de mercado é uma das propostas da Loja Brasil Biomarket. O espaço colaborativo, que reúne empreendedores acreanos, expõe diversos produtos durante o Inova Amazônia Summit 2026, que ocorre de 17 a 19 de setembro, no Centro de Convenções, da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.
A iniciativa busca aproximar pequenos negócios de novos públicos e mostrar diferentes possibilidades de empreender a partir dos recursos e das referências culturais do Acre e da Amazônia.
Segundo a assistente da loja, Iracema Justa, a loja reúne produtos artesanais desenvolvidos por empreendedores que trabalham com diferentes matérias-primas e técnicas, como bases nativas utilizadas na produção de cosméticos, crochê, fibras de buriti e sementes nativas aplicadas em calçados e outros produtos.
A proposta, de acordo com ela, é justamente apresentar diferentes formas de exaltar a identidade amazônica. “Então nós temos desde cosméticos feitos com bases nativas, até calçados produzidos com técnicas artesanais como crochê, fibra de buriti e sementes nativas também. Todas as peças, todos os empresários aqui trabalham com a exaltação amazônica. Com a exaltação das nossas frutas, das nossas madeiras, nossas sementes, sempre tentando mostrar a nossa cultura usando técnicas diferentes umas das outras”, explicou.

Iracema detalha ainda que a Brasil Biomarket também funciona como uma vitrine para empreendedores que ainda estão construindo seus negócios. Segundo ela, há cerca de dois anos, alguns dos participantes começaram suas atividades e veem na iniciativa uma oportunidade de apresentar suas marcas e alcançar consumidores que ainda não conhecem os produtos.
“É um espaço para novos empreendedores. Alguns começaram o negócio há pouco tempo, por volta de dois anos, então é a chance de vocês conhecerem um pouco o trabalho dessas pessoas que vêm apresentar a nossa cultura em várias versões”, destacou.
Durante o evento, a loja representa uma oportunidade de visibilidade e de aproximação com o público. Os participantes convidados permanecem com pequenos mostruários de seus principais produtos, permitindo que os visitantes conheçam também o restante do catálogo de cada marca.
Para Iracema, a Brasil Biomarket evidencia como a bioeconomia pode se conectar ao empreendedorismo, inovação e à valorização cultural. Essa conexão, segundo ela, também representa uma forma de apresentar uma nova perspectiva sobre a produção acreana. “A cultura acreana, ter esse evento aqui no Acre, é uma forma de mostrar que temos mais, merecemos sim serviços, temos ótimos trabalhos, temos ótimos produtos”, defendeu.

A estudante Vitória Silva de Oliveira, de 22 anos, esteve na loja e destacou a variedade de experiências proporcionadas pelo espaço. Para ela, a diversidade de produtos também chama atenção para possibilidades que vão além das representações mais conhecidas sobre a Amazônia.
“Eu achei muito interessante o conjunto, o conglomerado de coisas que o Sebrae está oferecendo aqui nesse evento. A gente provou diversos produtos muito interessantes que valorizam bastante o que a gente tem tanto de fauna quanto de flora aqui na Amazônia”, relatou.
Entre os produtos que conheceu, a estudante cita itens artesanais, velas e uma bebida produzida com açaí. Ela relata ainda que a experiência ajuda a ampliar a percepção sobre a produção regional e valorizar a cultura amazônica.
A gente viu produtos artesanais muito, muito legais, velas ‘cheirosíssimas’. A gente provou um vinho de açaí que foi, assim, super diferente. Então, acho que está sendo muito importante para a valorização da cultura do Norte no geral, afirmou.
Além de conhecer novos produtos, Vitória conta que o evento também facilita o acesso de estudantes e outros públicos aos produtos e às histórias dos empreendedores. Para ela, espaço permite que visitantes de outras regiões conheçam uma produção que nem sempre encontra visibilidade fora do estado.
