
Um espaço dedicado ao combate da violência contra meninas e mulheres e criação de ambientes seguros está presente no Inova Amazônia Summit, que acontece de 17 a 19 de setembro, no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac).
A iniciativa acontece por meio do Protocolo Violeta-Azul, do Sebrae Nacional, e disponibiliza um ponto físico de atendimento e identificação de integrantes da equipe por meio de camisetas roxas, além de estabelecer fluxos para registro, acolhimento e encaminhamento de situações de constrangimento, importunação ou outras ocorrências que possam gerar insegurança.
De acordo com Ana Tereza Paixão, da Ouvidoria do Sebrae Nacional, a iniciativa é desenvolvida a partir de uma parceria entre a Unidade de Relações Institucionais e a Ouvidoria do Sebrae Nacional e busca incorporar a prática de prevenção e enfrentamento ao assédio à rotina dos eventos.
“Esse protocolo visa combater o assédio contra as mulheres dentro dos eventos do Sebrae. Em todos os eventos a gente tem a intenção de implantar essa cultura, essa prática”, explicou.

Antes do início das atividades, as equipes que trabalham no evento passam por treinamento para conhecer o protocolo, saber como acioná-lo e orientar participantes que necessitem de atendimento. A iniciativa também contempla trabalhadores do próprio evento.
Em caso de ocorrência, as mulheres podem procurar o ponto da Ouvidoria, no caso do Amazônia Summit 2026, próximo a área das Indicações Geográficas (IG), ou integrantes identificados com a camiseta roxa.
O protocolo se aplica aos participantes e também às pessoas que trabalham no evento, para a gente trazer realmente um ambiente seguro por completo, disse.
O atendimento é feito em um espaço reservado para garantir acolhimento e, quando necessário, registrar e encaminhar o caso para órgãos externos ou para a própria Ouvidoria do Sebrae, conforme a situação e as atribuições da instituição.
“A gente tem alguns fluxos, alguns processos, por exemplo, de registro. Durante o evento, por exemplo, uma situação de constrangimento, de importunação, alguma situação, algum fato em que ela possa se sentir insegura, então ela pode acionar, nos acionar”, detalhou.

Segundo Adonay Farias, da Ouvidoria do Sebrae/AC, esta é a primeira experiência do protocolo no estado e a ação tem caráter piloto. Ele destaca ainda que o objetivo é garantir que qualquer situação de importunação ocorrida durante o evento possa ser comunicada e receba atendimento.
“Tem um local de acolhimento, tem um local de escuta. Para qualquer tipo de importunação que ocorra durante esses três dias de evento, as pessoas possam ter confiança, tudo aquilo que acontecer vai ser tratado, vai ter um atendimento, e claro, tudo com total sigilo, confidencialidade”, disse.

A implantação do Protocolo Violeta-Azul no Inova Amazônia amplia, de acordo com Farias, as ações de segurança e acolhimento durante o evento. A proposta é que a experiência contribua para fortalecer uma cultura de prevenção e de enfrentamento à violência contra as mulheres.
“Para qualquer tipo de importunação que ocorra durante esses três dias de evento, as pessoas possam ter confiança, tudo aquilo que acontecer vai ser tratado, vai ter um atendimento, e claro, tudo com total sigilo, confidencialidade, e esperamos que nesses três dias não tenha acontecido nenhum tipo de incidente”, pontuou.
Ferramenta de proteção
Para Ana Luiza, coordenadora-geral do Comitê Chico Mendes, e que participa do evento, a criação de mecanismos de acolhimento e denúncia é necessária diante do cenário de violência contra as mulheres.
Ela considera que iniciativas como o Protocolo Violeta-Azul ajudam a ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres e os caminhos disponíveis para buscar ajuda.

“Eu acho que é urgente. Essa pauta está em voga cada vez mais, porque é cada vez mais necessário. Os anos estão passando e está aumentando o índice de feminicídio”, afirmou.
Segundo ela, o aumento das denúncias também pode indicar uma maior disposição das mulheres em buscar ajuda e denunciar situações de violência. Além disso, para Ana Luiza, conhecer as ferramentas disponíveis é fundamental para que elas possam ser utilizadas.
“Eu celebro muito essa iniciativa do Sebrae, ela é importante, mas a gente também precisa, […] que as pessoas conheçam, entendam a ferramenta e possam utilizar”, destacou.
