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‘Vale do Silício Verde’: painel debate práticas de fortalecimento do ecossistema de inovação regional

Os palestrantes discutiram sobre a riqueza da biodiversidade da Amazônia
Por Maria Fernanda Arival
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Transformar o gigantesco potencial da biodiversidade amazônica em um polo global de inovação e desenvolvimento sustentável foi o tema central do painel dedicado à criação do chamado Vale do Silício Verde.

O painel, que integra a programação do Inova Amazônia Summit 2026, reuniu lideranças do setor de tecnologia e representantes da academia para debater diretrizes práticas de fortalecimento do ecossistema de inovação regional. O evento é realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Acre e segue até 19 de setembro.

Painel discutiu a biodiversidade da Amazônia. Foto: Emerson Ribeiro

O diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos, explicou que o objetivo central da discussão foi traçar um comparativo direto com o ecossistema maduro e bem-sucedido da Califórnia para entender como adaptar essa dinâmica à realidade local.

“Como que a gente poderia transformar a nossa Amazônia em um Vale do Silício Verde? Usando os elementos, a universidade como centro de conhecimento, centro de pesquisa, os empreendedores como investidores, como ideias de negócio, os investidores em si usando o capital de risco para alavancar os negócios e o ecossistema de inovação. A partir disso você tem um ambiente favorável para ter um Vale do Silício Verde”, explicou sobre a ideia principal do painel.

Kleber Campos, diretor técnico do Sebrae Acre, falou sobre usar a tecnologia e a universidade como centro de pesquisa. Foto: Emerson Ribeiro

Por sua vez, a vice-reitora da Universidade Federal do Acre (Ufac), Almecina Balbino, complementou o debate enfatizando que, embora a estrutura do modelo norte-americano sirva de inspiração, a região possui um diferencial competitivo incomparável.

A vice-reitora destacou que o evento deve render “bons frutos”. Foto: Emerson Ribeiro

“A gente quis fazer uma comparação do sucesso do empreendedorismo no Vale do Silício, mas com a nossa Amazônia. Nós falamos que não temos como comparar, mas temos como adaptar, porque nós somos muito mais ricos do que o Vale do Silício, porque nós temos a biodiversidade, que vai desde a parte de alimentos, produtos e serviços”, destacou.

A vice-reitora afirmou o evento deve servir bons frutos em todas as áreas, tanto com pesquisadores, empreendedores e comunidade em geral.

A biodiversidade da Amazônia foi um dos destaques do painel. Foto: João Henrique

Além do Sebrae e Ufac, participaram ainda José Menezes, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e Deolinda Ferreira, da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

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